Segunda-feira, Julho 06, 2009

Bebês Patinadores

http://www.youtube.com/watch?v=XQcVllWpwGs

Domingo, Julho 05, 2009

Tom e Vinicius de Porre (tirado descaradamente do drops da fal)




Terça-feira, Junho 30, 2009

Alegria de Vó Não Tem Preço

Minha afilhada de consagração.



Vó coruja.



Segunda-feira, Junho 29, 2009

Amores Peludos







Eu vi "Amores Perros", com Gael Garcia Bernal.
Quem viu, sabe que não tem nada a ver; foi apenas uma lembrança.
Mas quem lembra sabe que no filme poucos amores foram comparáveis aos amores perros.
Eu sei que há uma crítica à sociedade etc etc etc...
Mas eu amo meus pets, essa é que é a verdade.
Reparem que os cães são mais gregários que os gatos.
Pelo menos aqui em casa.

Segunda-feira, Junho 22, 2009

Meu Poeta Preferido

"A conquista da liberdade é algo que faz tanta poeira, que por medo da bagunça, preferimos, normalmente, optar pela arrumação."
Carlos Drummond de Andrade

Domingo, Junho 21, 2009

Radicais Livres

A bioquímica deu um grande passo quando estudou e elucidou o mecanismo dos radicais livres. Não é fácil de explicar mas é simples de entender. A queima de oxigênio pelas células deixa algumas ligações (radicais) livres com carga negativa, que são altamente reativas e capazes de se associar rapidamente a cargas positivas que estejam por perto. Isto resulta no que se chama de oxidação. Ora, a atmosfera da terra é composta basicamente de oxigênio, é o que nos faz ter vida e saúde. Porém, se há um excesso na oxidação metabólica, por um acúmulo de radicais livres no ambiente celular, acaba acontecendo um colapso, a que se chama de stress oxidativo.
Em outras palavras, o mesmo oxigênio que nos faz viver é aquele que nos faz envelhecer e adoecer.
Nossa atmosfera é oxidante, e não somente alguns metais como o ferro sofrem esse efeito.
Os seres vivos "enferrujam" em função do mesmo oxigênio que nutre suas células.
Esse fenômeno mostra o quão delicado e tênue é o ponto de equilíbrio. Pouco ou nenhum oxigêncio, morte. Muita queima de oxigênio, morte.
Nossa vida e morte dependem do mesmo elemento!
Às vezes ficamos preocupados em nos manter oxigenados, e na verdade o que pode estar nos oprimindo é a presença dos radicais livres, ou seja, a pobreza de conexões estáveis na molécula de oxigênio, o que aumenta a presença de espaços vazios na cadeia molecular. Essas lacunas são preenchidas tão rapidamente por elementos estranhos à cadeia molecular que acabam descaracterizando o modelo bioquímico.
Decorrem daí as mutações e padrões celulares caóticos.
Por menos que gostemos disso, qualquer excesso se transforma num grande problema.
"Radicais livres" é uma expressão que tem a ver com "ligações bioquímicas mal feitas".
Mas enquanto expressão literária tem uma conotação interessante, e até divertida: como o radical pode ser livre?
Só se você imaginar que esses radicais estão confinados numa grande estrutura fechada, onde vivem correndo de um lado para o outro, tentando uma ligação aqui e outra acolá, às vezes conseguindo, às vezes não, sentindo-se livres para ir de um ponto ao outro, mas inteiramente presos numa trama em que tecem - eles mesmos - a própria decadência.
O equilíbrio bioquímico é precário. Assim como tudo na vida.


"Eu sei que faz parte da natureza humana escamotear o que lhe cabe em seus dramas pessoais e considerar o outro como 100% vilão. Ora, onde tem dois, tem dois! Nem na unidade existe 100% de certeza ou 100% de acerto. Mas eu sei que faz parte da natureza humana considerar o outro (aquele que não correspondeu à expectativa) como o que tem a exclusividade do erro. Experimente contar a versão do outro. Experimente não ser seletivo naquilo que relata ou omite. Experimente ser honesto quando tratar de assuntos que envolvam o outro. Dê ao outro o benefício da dúvida. Dê ao outro o direito de ser melhor do que você... Mesmo que você negue, o outro pode ser mais evoluído, mais interessante, mais inteligente, mais bonito, mais generoso, mais altruísta, mais justo, mais compassivo... muito mais do que você! Por que você não aproveita pra tentar ser como ele? Sempre se precisa de bons exemplos!...["Quanto mais alto um homem voa, menor se torna aos olhos daqueles que não sabem voar"] - (F. Nietzsche).

Sexta-feira, Junho 19, 2009

Um Breve Espaço

Acontece na nossa vida assim, tudo muito rápido, e muito grande, e muito breve - lembrei de Drummond dizendo que o grande cabe no breve espaço. Ele se referia ao amor, que por natureza é sem tamanho, mas que cabe. Cabe num espaço breve.
Amei meu pai em espaços breves, de beijar seu rosto, de tocar no seu braço, de tentar ser como ele, de facilitar sua vida, de evitar desgostos, de levá-lo ao médico, de cuidar dele.
Procurei amá-lo nas situações apertadas, em que o abraço era tímido, o corpo duro, a entrega pouca. E nesses espaços breves e apertados, o amor era grande.
Citando: ... O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.O amor por meu pai começou no breve choro dele quando eu nasci. E a partir de então, me alimentei das tênues fantasias de ser a sua preferida, de parecer com ele, de querer parecer com ele, de não querer absolutamente parecer nada com ele. Amava-o muito ao ouvir suas palavras e frases sempre tão econômicas, breves, sucintas.
Quase nunca eu queria concordar com ele, mas muitas vezes tive que me render.
O amor por meu pai persistiu apesar de nossos desentendimentos, sempre muito inferiores à nossa cumplicidade. Persistiu nos breves anos em que convivemos de perto, nos breves dias em que nos víamos diariamente, naquelas breves manhãs em que eu descia e lhe beijava o rosto, porque sabia que aos oitenta anos a vida fica por um fio.
Quando eu saía com o carro de ré, da garagem, ficava olhando pra ele, aquela figura vistosa apesar de velhinho, robusto e tão lindo, dava uma buzinadinha e ele acenava em resposta.
Foi meu companheiro, no breve espaço de dois anos de convivência. Completamente fiel ao seu destino de ter reinado por décadas em meu coração. E tenho tanta certeza de que ele vive em alguma estrela, em alguma pousada de anjos, em algum lugar bem confortável e satisfatório, que, tenho certeza, ele aproveitaria qualquer breve e fugaz momento para me dizer frases longas e me dar abraços apertados e beijos e confirmações e tudo o que, na verdade, eu acho que ele está fazendo desde que se foi.