O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) comemorou nesta sexta-feira (31) as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a crise do Senado não é dele e de que não foi ele quem elegeu José Sarney (PMDB-AP). Para Cristovam, a afirmação de Lula libera os senadores do PT para defenderem publicamente a saída de Sarney da presidência da Casa.
“A razão que poderia levar alguns senadores do PT a defender Sarney era que o próprio presidente Lula faz isso. Com essa declaração ele liberou os senadores do PT a se alinhar aos que pedem pelo menos a licença do presidente Sarney”, disse o senador do PDT. Cristovam acredita que a situação de Sarney piorou durante o recesso parlamentar.
“Nesses quinze dias o clima acirrou ainda mais com as novas denúncias, que são ainda mais graves. Por outro lado, parece estar surgindo uma luz no fim do túnel.
(...) Estão ficando muito poucos a favor do presidente Sarney. Até os aliados dele já tem a convicção de que a saída de Sarney é inevitável”.
Para o senador, no entanto, a simples renúncia de Sarney não resolveria o problema da Casa. Cristovam acredita que será preciso fazer uma reforma estrutural na administração do Senado para recuperar a credibilidade da instituição.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, senadores liliputianos!!!!
Quando falam em credibilidade, na verdade estão se referindo a linhas e linhas de crédito!
POBRE POVO BRASILEIRO!!!
sexta-feira, julho 31, 2009
Mordaça
O desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, proibiu nesta sexta-feira (31) o jornal "Estado de S. Paulo" de publicar qualquer informação, que esteja sob segredo de justiça, referente ao inquérito da Operação Boi Barrica, que investiga Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
O jornal "Estado de S.Paulo" informou que vai recorrer da decisão.
A determinação, concedida em caráter liminar, estipula multa de R$ 150 mil para cada reportagem publicada pelo jornal que descumpra a decisão. Para evitar “lesão grave e de difícil reparação” a Fernando Sarney, o desembargador determina que o jornal “se abstenha quanto à utilização (de qualquer forma, direta ou indireta) ou publicação dos dados relativos ao agravante (Fernando Sarney)”.
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O diretor-geral do Senado, Haroldo Tajra, apresentou nesta sexta-feira (31) ao presidente da casa, José Sarney (PMDB-AP), em São Paulo, uma proposta para anular todos os 511 atos secretos.
As medidas vão desde demissão até a devolução aos cofres públicos de valores pagos indevidamente e serão anunciadas na semana que vem, antes da primeira reunião do Conselho de Ética. Até agora, o conselho já recebeu 11 pedidos para investigar Sarney. Mas os senadores do PMDB afirmaram que vão dar o troco nos oposicionistas que têm feito denúncias contra o presidente do Senado. Na semana que vem, também pretendem apresentar representações contra esses oposicionistas no Conselho de Ética.
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A quem pensam enganar com essas baboseiras de demissões e devolução de $?
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O líder do PSDB no Senado Federal, senador Arthur Virgílio (AM), afirmou nesta quarta-feira que vai devolver aos cofres da Casa as despesas com o salário de um ex-funcionário de seu gabinete que recebeu sem prestar serviços. O servidor recebeu três salários mesmo morando no Exterior. Arthur Virgílio disse que se for preciso vai vender bens para "ter a consciência tranquila". "Eu pequei gravemente ao permitir que um funcionário meu fizesse curso no Exterior recebendo do Senado. Isso eu não tenho resposta, então estou ressarcindo o Senado, vendendo coisas minhas, da minha família, para honrar minha consciência e os cofres do Senado", afirmou ele. Arthur Virgilio voltou a se defender das denúncias de que teria recebido um empréstimo do ex-diretor-geral Agaciel Maia e ultrapassado limites com gastos de saúde com o tratamento de sua mãe.
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Nenhuma casa de tolerância se compara ao congresso nacional...
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Primeira manifestação pública de Jackson Lago (PDT) depois de ter sido afastado pela Justiça do governo do Maranhão e substituído por Roseana Sarney (PMDB): "O verdadeiro ato secreto é o Maranhão. Aqui, não são os parentes que são nomeados para os cargos, são os cargos que são criados para os parentes. As instituições têm dono. Nomeiam-se tribunais, fóruns, assembléias, câmaras e até cidade com o sobrenome Sarney.
Aqui, o presidente Lula jamais inaugurou uma obra. Aqui, o governador eleito pelo povo não indicou ou nomeou quem quer que seja para um único cargo federal. Aqui, o golpe de 64 ainda não acabou. O estafeta dos generais, o fiador do golpe é o seu testamentário. Aqui, parentes presidem o Tribunal Eleitoral. O Tribunal de Contas intimida prefeitos com o nome da governadora em sua fachada. Uma máquina de mentiras controla os meios de comunicação para atacar e difamar os adversários.
A Justiça vergonhosamente curvou-se para cassar a soberana vontade do povo maranhense. Sem cargo público, sem mandato, fui acusado de abuso de poder econômico e de mídia. Décadas de luta, de sangue, de construção de uma alternativa democrática, foram surrupiadas por quatro votos. A Constituição foi rasgada para dar posse ao perdedor. Que o Brasil não se iluda. Sarney é apenas a ponta de um iceberg chamado Maranhão. "
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Oh... não deixem de falar sobre a outra vítima da RAPINA: o AMAPÁ!!!
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O jornal "Estado de S.Paulo" informou que vai recorrer da decisão.
A determinação, concedida em caráter liminar, estipula multa de R$ 150 mil para cada reportagem publicada pelo jornal que descumpra a decisão. Para evitar “lesão grave e de difícil reparação” a Fernando Sarney, o desembargador determina que o jornal “se abstenha quanto à utilização (de qualquer forma, direta ou indireta) ou publicação dos dados relativos ao agravante (Fernando Sarney)”.
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O diretor-geral do Senado, Haroldo Tajra, apresentou nesta sexta-feira (31) ao presidente da casa, José Sarney (PMDB-AP), em São Paulo, uma proposta para anular todos os 511 atos secretos.
As medidas vão desde demissão até a devolução aos cofres públicos de valores pagos indevidamente e serão anunciadas na semana que vem, antes da primeira reunião do Conselho de Ética. Até agora, o conselho já recebeu 11 pedidos para investigar Sarney. Mas os senadores do PMDB afirmaram que vão dar o troco nos oposicionistas que têm feito denúncias contra o presidente do Senado. Na semana que vem, também pretendem apresentar representações contra esses oposicionistas no Conselho de Ética.
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A quem pensam enganar com essas baboseiras de demissões e devolução de $?
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O líder do PSDB no Senado Federal, senador Arthur Virgílio (AM), afirmou nesta quarta-feira que vai devolver aos cofres da Casa as despesas com o salário de um ex-funcionário de seu gabinete que recebeu sem prestar serviços. O servidor recebeu três salários mesmo morando no Exterior. Arthur Virgílio disse que se for preciso vai vender bens para "ter a consciência tranquila". "Eu pequei gravemente ao permitir que um funcionário meu fizesse curso no Exterior recebendo do Senado. Isso eu não tenho resposta, então estou ressarcindo o Senado, vendendo coisas minhas, da minha família, para honrar minha consciência e os cofres do Senado", afirmou ele. Arthur Virgilio voltou a se defender das denúncias de que teria recebido um empréstimo do ex-diretor-geral Agaciel Maia e ultrapassado limites com gastos de saúde com o tratamento de sua mãe.
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Nenhuma casa de tolerância se compara ao congresso nacional...
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Primeira manifestação pública de Jackson Lago (PDT) depois de ter sido afastado pela Justiça do governo do Maranhão e substituído por Roseana Sarney (PMDB): "O verdadeiro ato secreto é o Maranhão. Aqui, não são os parentes que são nomeados para os cargos, são os cargos que são criados para os parentes. As instituições têm dono. Nomeiam-se tribunais, fóruns, assembléias, câmaras e até cidade com o sobrenome Sarney.
Aqui, o presidente Lula jamais inaugurou uma obra. Aqui, o governador eleito pelo povo não indicou ou nomeou quem quer que seja para um único cargo federal. Aqui, o golpe de 64 ainda não acabou. O estafeta dos generais, o fiador do golpe é o seu testamentário. Aqui, parentes presidem o Tribunal Eleitoral. O Tribunal de Contas intimida prefeitos com o nome da governadora em sua fachada. Uma máquina de mentiras controla os meios de comunicação para atacar e difamar os adversários.
A Justiça vergonhosamente curvou-se para cassar a soberana vontade do povo maranhense. Sem cargo público, sem mandato, fui acusado de abuso de poder econômico e de mídia. Décadas de luta, de sangue, de construção de uma alternativa democrática, foram surrupiadas por quatro votos. A Constituição foi rasgada para dar posse ao perdedor. Que o Brasil não se iluda. Sarney é apenas a ponta de um iceberg chamado Maranhão. "
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Oh... não deixem de falar sobre a outra vítima da RAPINA: o AMAPÁ!!!
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segunda-feira, julho 27, 2009
sexta-feira, julho 24, 2009
Sarney Voltou Para a Primeira Página
Diálogos gravados durante a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, revelam que a família Sarney atuou na Justiça e demonstrou intimidade com integrantes do Poder Judiciário. Além disso, as gravações mostram o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), como operador da família nos negócios e na política, segundo reportagem publicada hoje pelo jornal "O Estado de S.Paulo".
De acordo com a reportagem, um dos alvos preferidos de Fernando é o setor elétrico. Os diálogos mostram Fernando e o irmão falando sobre "negócio quente" no Maranhão, Fernando recebendo telefonema do senador Maguito Vilela (PMDB-GO), Fernando falando sobre indicação no Ministério das Minas e Energia e Fernando e José Sarney conversando sobre a Operação Boi Barrica.
Já Sarney, segundo os diálogos, telefona para avisar o filho Fernando sobre o andamento de um dos recursos apresentados pelos advogados da família ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), para ter acesso aos autos da investigação. Sarney orienta o filho a procurar um "amigo", que poderia ajudar.
Ontem, o jornal mostrou que os diálogos apontam ainda para a prática de nepotismo pela família Sarney no Senado e ligam o presidente da Casa ao ex-diretor-geral Agaciel Maia e aos atos secretos.
Durante o recesso parlamentar, Sarney se refugia em sua casa na ilha de Curupu, no litoral do Maranhão. A assessoria de imprensa do senador confirmou que ele está na ilha, mas ressaltou que nenhum contato foi feito ao longo do dia para que ele comentasse a divulgação dos diálogos gravados pela Polícia Federal que indicam a participação direta do presidente do Senado na edição dos atos secretos.
Em um dos diálogos, o empresário Fernando Sarney, filho do senador, diz à filha, Maria Beatriz Sarney, que mandou Agaciel reservar uma vaga para o namorado dela, Henrique Dias Bernardes.
Segundo a gravação, Sarney se compromete a falar com Agaciel para sacramentar a nomeação. O namorado da neta foi nomeado oito dias depois, por ato secreto.
A contratação de Bernardes complicou a situação de Sarney. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), promete apresentar a quarta denúncia contra o peemedebista no Conselho de Ética pela interferência a favor da nomeação dele.
Ontem, a Diretoria Geral da Casa informou que o servidor será demitido. Bernardes é um dos 218 funcionários identificados pela comissão que foi criada por Sarney para analisar a anulação dos atos secretos.
A expectativa é que ele seja exonerado com os outros servidores em até 20 dias, quando termina o prazo para que a comissão conclua os trabalhos e apresente um relatório final com recomendações sobre a revogação das decisões administrativas que foram mantidas em sigilo nos últimos 14 anos.
Apesar de ter sido nomeado para trabalhar no órgão central de coordenação e execução da Diretoria Geral, Bernardes estaria lotado no Serviço Médico do Senado.
Naturalmente estamos todos com muita dor de cotovelo, pois quem não ia querer uma boquinha no Senado?
Se os arquibiliardários herdeiros das oligarquias nordestinas ambicionam esses empreguinhos, que fará nós, o povo?
Nós, o povo, nem fazemos questão de atos secretos. Concursos já estaria de bom tamanho, Sr. José Ribamar.
De acordo com a reportagem, um dos alvos preferidos de Fernando é o setor elétrico. Os diálogos mostram Fernando e o irmão falando sobre "negócio quente" no Maranhão, Fernando recebendo telefonema do senador Maguito Vilela (PMDB-GO), Fernando falando sobre indicação no Ministério das Minas e Energia e Fernando e José Sarney conversando sobre a Operação Boi Barrica.
Já Sarney, segundo os diálogos, telefona para avisar o filho Fernando sobre o andamento de um dos recursos apresentados pelos advogados da família ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), para ter acesso aos autos da investigação. Sarney orienta o filho a procurar um "amigo", que poderia ajudar.
Ontem, o jornal mostrou que os diálogos apontam ainda para a prática de nepotismo pela família Sarney no Senado e ligam o presidente da Casa ao ex-diretor-geral Agaciel Maia e aos atos secretos.
Durante o recesso parlamentar, Sarney se refugia em sua casa na ilha de Curupu, no litoral do Maranhão. A assessoria de imprensa do senador confirmou que ele está na ilha, mas ressaltou que nenhum contato foi feito ao longo do dia para que ele comentasse a divulgação dos diálogos gravados pela Polícia Federal que indicam a participação direta do presidente do Senado na edição dos atos secretos.
Em um dos diálogos, o empresário Fernando Sarney, filho do senador, diz à filha, Maria Beatriz Sarney, que mandou Agaciel reservar uma vaga para o namorado dela, Henrique Dias Bernardes.
Segundo a gravação, Sarney se compromete a falar com Agaciel para sacramentar a nomeação. O namorado da neta foi nomeado oito dias depois, por ato secreto.
A contratação de Bernardes complicou a situação de Sarney. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), promete apresentar a quarta denúncia contra o peemedebista no Conselho de Ética pela interferência a favor da nomeação dele.
Ontem, a Diretoria Geral da Casa informou que o servidor será demitido. Bernardes é um dos 218 funcionários identificados pela comissão que foi criada por Sarney para analisar a anulação dos atos secretos.
A expectativa é que ele seja exonerado com os outros servidores em até 20 dias, quando termina o prazo para que a comissão conclua os trabalhos e apresente um relatório final com recomendações sobre a revogação das decisões administrativas que foram mantidas em sigilo nos últimos 14 anos.
Apesar de ter sido nomeado para trabalhar no órgão central de coordenação e execução da Diretoria Geral, Bernardes estaria lotado no Serviço Médico do Senado.
Naturalmente estamos todos com muita dor de cotovelo, pois quem não ia querer uma boquinha no Senado?
Se os arquibiliardários herdeiros das oligarquias nordestinas ambicionam esses empreguinhos, que fará nós, o povo?
Nós, o povo, nem fazemos questão de atos secretos. Concursos já estaria de bom tamanho, Sr. José Ribamar.
quinta-feira, julho 23, 2009
Corra, Lola, corra!
Pelo menos pararam de sofismar e mentir, e já estão falando mais claramente que o bicho pegou, tá pegando e vai pegar!!! Estamos em pandemia. Não foi possível restringir a doença apenas aos que tinham chegado de áreas de risco.
No caso, bicho é o codinome de tempo curto, pneumonia e morte.
O vírus está à solta e disponível. Só nos resta dizer a quem interessar possa que o tempo é curto. Se você está gripado e não melhora, corra pra um hospital, prum centro de referência. Corra, Lola, corra!
Mantenha uma distância considerável dos que espirram e tossem como se a atmosfera lhes pertencesse somente a eles.
Lave as mãos, lave o rosto, não fique perto de quem tosse ou espirra. Fique alerta se tem febre alta, dores musculares e articulares.
Se não melhorar, procure um hospital de referência.
Não deixe evoluir para pneumonia. Fique esperto!
No caso, bicho é o codinome de tempo curto, pneumonia e morte.
O vírus está à solta e disponível. Só nos resta dizer a quem interessar possa que o tempo é curto. Se você está gripado e não melhora, corra pra um hospital, prum centro de referência. Corra, Lola, corra!
Mantenha uma distância considerável dos que espirram e tossem como se a atmosfera lhes pertencesse somente a eles.
Lave as mãos, lave o rosto, não fique perto de quem tosse ou espirra. Fique alerta se tem febre alta, dores musculares e articulares.
Se não melhorar, procure um hospital de referência.
Não deixe evoluir para pneumonia. Fique esperto!
quarta-feira, julho 22, 2009
Atos Secretos
Quatro dos 15 senadores que integram o Conselho de Ética do Senado tiveram assessores nomeados ou exonerados por atos secretos, segundo informou o jornal Folha de S.Paulo em 17/07/09.
São eles:
Demóstenes Torres (DEM-GO), Almeida Lima (PMDB-SE), Delcídio Amaral (PT-MS) e Ideli Salvatti (PT-SC).
Conhecemos todos eles de outros carnavais (ops! CPI´s). Vestais da moralidade e dos bons costumes.
O presidente do colegiado, Paulo Duque (PMDB-RJ), disse considerar os atos secretos "uma bobagem inventada por alguém".
Segundo a Folha, Demóstenes aparece ligado a três medidas, duas delas referentes a troca de cargos. Ideli teve um assessor nomeado por ato secreto em seu gabinete. A assessoria da petista nega.
Outro nome envolvido com os atos secretos é o de Romeu Tuma (PTB-SP) que está no conselho porque é corregedor da Casa. Em 2004 ele assinou, como primeiro secretário, 32 atos que constam em boletim administrativo que só foi publicado em maio passado.
Romeu Tuma é nosso velho conhecido, alguém que tem se apresentado como um verdadeiro xerife no Congresso.
A imprensa já empurrou os atos secretos para as terceiras e quartas páginas dos jornais, mas é bom dizer que já se chegou ao número 650 dessas obscenidades.
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
Isto me faz pensar em como as pessoas são freudianas. Atos secretos!!! Algo que sempre fez parte do menu da igreja católica do século XIX, e de algumas representantes do pensamento fundamentalista deste século, agora virou eufemismo no Senado!
Eu acho que o pecado original já fez todo o serviço. Não precisava de mais nada.
Hum....
Lembrei da piada que correu na época em que o marajá do Maranhão terminou seu mandato presidencial. Diziam as charges:
- Mãeeeeeeee!!! Acabei!!!!!!!!!!!
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
Mas tudo isso é bobagem, considerando o que está por trás de todo e qualquer escândalo.
Diogo Mainardi diz com todas as letras que a equação é simplérrima: Lula ordenou que o PT corresse em defesa de Sarney porque muito lhe interessa; sim, muito lhe interessa a ele, pessoa física. Senão vejamos:
Olhe só que farra:
- Uma afilhada de José Sarney está para ser indicada por Lula à Anatel.
- A Anatel está mudando a lei para beneficiar a Oi, que comprou a empresa do filho de Lula.
- Um dos donos da Oi, Carlos Jereissati, é sócio no shopping-center Praia de Belas, em Porto Alegre, de Jorge Murad, o genro de José Sarney.
Se tudo der certo, a árvore genealógica do lulo-sarneyzismo vai ficar assim: Lula nomeia a afilhada de José Sarney, ela muda a lei para favorecer o sócio do marido da filha de José Sarney, cuja empresa bancou o filho de Lula, que assina a lei.
Eu disse certa vez que o desejo de Lula era se transformar num José Sarney. Na verdade, ele foi muito mais longe do que isso: transformou-se num parente. Um parente político e empresarial. Os herdeiros das antigas dinastias européias se uniam em casamento. Os herdeiros das atuais dinastias políticas brasileiras se unem em empresas cotadas na bolsa de Nova York. De um lado, o rei de Garanhuns. Do outro, o rei do Amapá. No meio dos dois, o ducado tucano do Ceará.
De uns tempos para cá, sempre que eu denuncio alguma estranheza, os leitores reagem repetindo o mesmo mantra:
- Isso não vai dar em nada.
A estranheza denunciada neste podcast se refere à parceria entre o dono da Oi e os familiares de José Sarney, que cria mais um conflito de interesse na Anatel, como se não bastasse a empresa do filho de Lula. Qual será o resultado prático dessa denúncia? Nenhum. A afilhada de José Sarney será aprovada pelo Senado. A Anatel mudará a lei para permitir a venda da Brasil Telecom à Oi. O BNDES financiará o negócio. Carlos Jereissati controlará a companhia tendo menos de 3% de seu capital. Daniel Dantas aumentará seu rebanho de gado no Pará.
Mas é assim que funciona a imprensa. Quem tem o papel de julgar os políticos é a magistratura. Quem tem o papel de mudá-los é o eleitor. A imprensa pode somente noticiar e comentar os fatos. É pouco? Claro que é pouco. É melhor gastar seu tempo comigo ou com Tolstói? Claro que é melhor gastá-lo com Tolstói. A escolha para o jornalista diante de uma notícia é muito simples: consiste em publicá-la ou sonegá-la. Publicá-la nunca dá em nada. Sonegá-la sempre dá em algo ainda pior.
Sim, não importa a que preço, o que a corja quer é atender a interesses domésticos. Como diria a minha tia: Que coisa, meu Deus!
São eles:
Demóstenes Torres (DEM-GO), Almeida Lima (PMDB-SE), Delcídio Amaral (PT-MS) e Ideli Salvatti (PT-SC).
Conhecemos todos eles de outros carnavais (ops! CPI´s). Vestais da moralidade e dos bons costumes.
O presidente do colegiado, Paulo Duque (PMDB-RJ), disse considerar os atos secretos "uma bobagem inventada por alguém".
Segundo a Folha, Demóstenes aparece ligado a três medidas, duas delas referentes a troca de cargos. Ideli teve um assessor nomeado por ato secreto em seu gabinete. A assessoria da petista nega.
Outro nome envolvido com os atos secretos é o de Romeu Tuma (PTB-SP) que está no conselho porque é corregedor da Casa. Em 2004 ele assinou, como primeiro secretário, 32 atos que constam em boletim administrativo que só foi publicado em maio passado.
Romeu Tuma é nosso velho conhecido, alguém que tem se apresentado como um verdadeiro xerife no Congresso.
A imprensa já empurrou os atos secretos para as terceiras e quartas páginas dos jornais, mas é bom dizer que já se chegou ao número 650 dessas obscenidades.
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Isto me faz pensar em como as pessoas são freudianas. Atos secretos!!! Algo que sempre fez parte do menu da igreja católica do século XIX, e de algumas representantes do pensamento fundamentalista deste século, agora virou eufemismo no Senado!
Eu acho que o pecado original já fez todo o serviço. Não precisava de mais nada.
Hum....
Lembrei da piada que correu na época em que o marajá do Maranhão terminou seu mandato presidencial. Diziam as charges:
- Mãeeeeeeee!!! Acabei!!!!!!!!!!!
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Mas tudo isso é bobagem, considerando o que está por trás de todo e qualquer escândalo.
Diogo Mainardi diz com todas as letras que a equação é simplérrima: Lula ordenou que o PT corresse em defesa de Sarney porque muito lhe interessa; sim, muito lhe interessa a ele, pessoa física. Senão vejamos:
Olhe só que farra:
- Uma afilhada de José Sarney está para ser indicada por Lula à Anatel.
- A Anatel está mudando a lei para beneficiar a Oi, que comprou a empresa do filho de Lula.
- Um dos donos da Oi, Carlos Jereissati, é sócio no shopping-center Praia de Belas, em Porto Alegre, de Jorge Murad, o genro de José Sarney.
Se tudo der certo, a árvore genealógica do lulo-sarneyzismo vai ficar assim: Lula nomeia a afilhada de José Sarney, ela muda a lei para favorecer o sócio do marido da filha de José Sarney, cuja empresa bancou o filho de Lula, que assina a lei.
Eu disse certa vez que o desejo de Lula era se transformar num José Sarney. Na verdade, ele foi muito mais longe do que isso: transformou-se num parente. Um parente político e empresarial. Os herdeiros das antigas dinastias européias se uniam em casamento. Os herdeiros das atuais dinastias políticas brasileiras se unem em empresas cotadas na bolsa de Nova York. De um lado, o rei de Garanhuns. Do outro, o rei do Amapá. No meio dos dois, o ducado tucano do Ceará.
De uns tempos para cá, sempre que eu denuncio alguma estranheza, os leitores reagem repetindo o mesmo mantra:
- Isso não vai dar em nada.
A estranheza denunciada neste podcast se refere à parceria entre o dono da Oi e os familiares de José Sarney, que cria mais um conflito de interesse na Anatel, como se não bastasse a empresa do filho de Lula. Qual será o resultado prático dessa denúncia? Nenhum. A afilhada de José Sarney será aprovada pelo Senado. A Anatel mudará a lei para permitir a venda da Brasil Telecom à Oi. O BNDES financiará o negócio. Carlos Jereissati controlará a companhia tendo menos de 3% de seu capital. Daniel Dantas aumentará seu rebanho de gado no Pará.
Mas é assim que funciona a imprensa. Quem tem o papel de julgar os políticos é a magistratura. Quem tem o papel de mudá-los é o eleitor. A imprensa pode somente noticiar e comentar os fatos. É pouco? Claro que é pouco. É melhor gastar seu tempo comigo ou com Tolstói? Claro que é melhor gastá-lo com Tolstói. A escolha para o jornalista diante de uma notícia é muito simples: consiste em publicá-la ou sonegá-la. Publicá-la nunca dá em nada. Sonegá-la sempre dá em algo ainda pior.
Sim, não importa a que preço, o que a corja quer é atender a interesses domésticos. Como diria a minha tia: Que coisa, meu Deus!
terça-feira, julho 14, 2009
quarta-feira, julho 08, 2009
Heal The World
Depois que as hienas e predadores se saciarem com todos os esqueletos no armário de MJ, e a poeira baixar, vão ver que além do artista genial, era um sujeito preocupado com o planeta e a civilização moderna, tal qual John Lennon.
segunda-feira, julho 06, 2009
domingo, julho 05, 2009
terça-feira, junho 30, 2009
segunda-feira, junho 29, 2009
Amores Peludos
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Quem viu, sabe que não tem nada a ver; foi apenas uma lembrança.
Mas quem lembra sabe que no filme poucos amores foram comparáveis aos amores perros.
Eu sei que há uma crítica à sociedade etc etc etc...
Mas eu amo meus pets, essa é que é a verdade.
Reparem que os cães são mais gregários que os gatos.
Pelo menos aqui em casa.
segunda-feira, junho 22, 2009
Meu Poeta Preferido
"A conquista da liberdade é algo que faz tanta poeira, que por medo da bagunça, preferimos, normalmente, optar pela arrumação."
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade
domingo, junho 21, 2009
Radicais Livres
A bioquímica deu um grande passo quando estudou e elucidou o mecanismo dos radicais livres. Não é fácil de explicar mas é simples de entender. A queima de oxigênio pelas células deixa algumas ligações (radicais) livres com carga negativa, que são altamente reativas e capazes de se associar rapidamente a cargas positivas que estejam por perto. Isto resulta no que se chama de oxidação. Ora, a atmosfera da terra é composta basicamente de oxigênio, é o que nos faz ter vida e saúde. Porém, se há um excesso na oxidação metabólica, por um acúmulo de radicais livres no ambiente celular, acaba acontecendo um colapso, a que se chama de stress oxidativo.
Em outras palavras, o mesmo oxigênio que nos faz viver é aquele que nos faz envelhecer e adoecer.
Nossa atmosfera é oxidante, e não somente alguns metais como o ferro sofrem esse efeito.
Os seres vivos "enferrujam" em função do mesmo oxigênio que nutre suas células.
Esse fenômeno mostra o quão delicado e tênue é o ponto de equilíbrio. Pouco ou nenhum oxigêncio, morte. Muita queima de oxigênio, morte.
Nossa vida e morte dependem do mesmo elemento!
Às vezes ficamos preocupados em nos manter oxigenados, e na verdade o que pode estar nos oprimindo é a presença dos radicais livres, ou seja, a pobreza de conexões estáveis na molécula de oxigênio, o que aumenta a presença de espaços vazios na cadeia molecular. Essas lacunas são preenchidas tão rapidamente por elementos estranhos à cadeia molecular que acabam descaracterizando o modelo bioquímico.
Decorrem daí as mutações e padrões celulares caóticos.
Por menos que gostemos disso, qualquer excesso se transforma num grande problema.
"Radicais livres" é uma expressão que tem a ver com "ligações bioquímicas mal feitas".
Mas enquanto expressão literária tem uma conotação interessante, e até divertida: como o radical pode ser livre?
Só se você imaginar que esses radicais estão confinados numa grande estrutura fechada, onde vivem correndo de um lado para o outro, tentando uma ligação aqui e outra acolá, às vezes conseguindo, às vezes não, sentindo-se livres para ir de um ponto ao outro, mas inteiramente presos numa trama em que tecem - eles mesmos - a própria decadência.
O equilíbrio bioquímico é precário. Assim como tudo na vida.
"Eu sei que faz parte da natureza humana escamotear o que lhe cabe em seus dramas pessoais e considerar o outro como 100% vilão. Ora, onde tem dois, tem dois! Nem na unidade existe 100% de certeza ou 100% de acerto. Mas eu sei que faz parte da natureza humana considerar o outro (aquele que não correspondeu à expectativa) como o que tem a exclusividade do erro. Experimente contar a versão do outro. Experimente não ser seletivo naquilo que relata ou omite. Experimente ser honesto quando tratar de assuntos que envolvam o outro. Dê ao outro o benefício da dúvida. Dê ao outro o direito de ser melhor do que você... Mesmo que você negue, o outro pode ser mais evoluído, mais interessante, mais inteligente, mais bonito, mais generoso, mais altruísta, mais justo, mais compassivo... muito mais do que você! Por que você não aproveita pra tentar ser como ele? Sempre se precisa de bons exemplos!...["Quanto mais alto um homem voa, menor se torna aos olhos daqueles que não sabem voar"] - (F. Nietzsche).
Em outras palavras, o mesmo oxigênio que nos faz viver é aquele que nos faz envelhecer e adoecer.
Nossa atmosfera é oxidante, e não somente alguns metais como o ferro sofrem esse efeito.
Os seres vivos "enferrujam" em função do mesmo oxigênio que nutre suas células.
Esse fenômeno mostra o quão delicado e tênue é o ponto de equilíbrio. Pouco ou nenhum oxigêncio, morte. Muita queima de oxigênio, morte.
Nossa vida e morte dependem do mesmo elemento!
Às vezes ficamos preocupados em nos manter oxigenados, e na verdade o que pode estar nos oprimindo é a presença dos radicais livres, ou seja, a pobreza de conexões estáveis na molécula de oxigênio, o que aumenta a presença de espaços vazios na cadeia molecular. Essas lacunas são preenchidas tão rapidamente por elementos estranhos à cadeia molecular que acabam descaracterizando o modelo bioquímico.
Decorrem daí as mutações e padrões celulares caóticos.
Por menos que gostemos disso, qualquer excesso se transforma num grande problema.
"Radicais livres" é uma expressão que tem a ver com "ligações bioquímicas mal feitas".
Mas enquanto expressão literária tem uma conotação interessante, e até divertida: como o radical pode ser livre?
Só se você imaginar que esses radicais estão confinados numa grande estrutura fechada, onde vivem correndo de um lado para o outro, tentando uma ligação aqui e outra acolá, às vezes conseguindo, às vezes não, sentindo-se livres para ir de um ponto ao outro, mas inteiramente presos numa trama em que tecem - eles mesmos - a própria decadência.
O equilíbrio bioquímico é precário. Assim como tudo na vida.
"Eu sei que faz parte da natureza humana escamotear o que lhe cabe em seus dramas pessoais e considerar o outro como 100% vilão. Ora, onde tem dois, tem dois! Nem na unidade existe 100% de certeza ou 100% de acerto. Mas eu sei que faz parte da natureza humana considerar o outro (aquele que não correspondeu à expectativa) como o que tem a exclusividade do erro. Experimente contar a versão do outro. Experimente não ser seletivo naquilo que relata ou omite. Experimente ser honesto quando tratar de assuntos que envolvam o outro. Dê ao outro o benefício da dúvida. Dê ao outro o direito de ser melhor do que você... Mesmo que você negue, o outro pode ser mais evoluído, mais interessante, mais inteligente, mais bonito, mais generoso, mais altruísta, mais justo, mais compassivo... muito mais do que você! Por que você não aproveita pra tentar ser como ele? Sempre se precisa de bons exemplos!...["Quanto mais alto um homem voa, menor se torna aos olhos daqueles que não sabem voar"] - (F. Nietzsche).
sexta-feira, junho 19, 2009
Um Breve Espaço
Acontece na nossa vida assim, tudo muito rápido, e muito grande, e muito breve - lembrei de Drummond dizendo que o grande cabe no breve espaço. Ele se referia ao amor, que por natureza é sem tamanho, mas que cabe. Cabe num espaço breve.
Amei meu pai em espaços breves, de beijar seu rosto, de tocar no seu braço, de tentar ser como ele, de facilitar sua vida, de evitar desgostos, de levá-lo ao médico, de cuidar dele.
Procurei amá-lo nas situações apertadas, em que o abraço era tímido, o corpo duro, a entrega pouca. E nesses espaços breves e apertados, o amor era grande.
Citando: ... O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.O amor por meu pai começou no breve choro dele quando eu nasci. E a partir de então, me alimentei das tênues fantasias de ser a sua preferida, de parecer com ele, de querer parecer com ele, de não querer absolutamente parecer nada com ele. Amava-o muito ao ouvir suas palavras e frases sempre tão econômicas, breves, sucintas.
Quase nunca eu queria concordar com ele, mas muitas vezes tive que me render.
O amor por meu pai persistiu apesar de nossos desentendimentos, sempre muito inferiores à nossa cumplicidade. Persistiu nos breves anos em que convivemos de perto, nos breves dias em que nos víamos diariamente, naquelas breves manhãs em que eu descia e lhe beijava o rosto, porque sabia que aos oitenta anos a vida fica por um fio.
Quando eu saía com o carro de ré, da garagem, ficava olhando pra ele, aquela figura vistosa apesar de velhinho, robusto e tão lindo, dava uma buzinadinha e ele acenava em resposta.
Foi meu companheiro, no breve espaço de dois anos de convivência. Completamente fiel ao seu destino de ter reinado por décadas em meu coração. E tenho tanta certeza de que ele vive em alguma estrela, em alguma pousada de anjos, em algum lugar bem confortável e satisfatório, que, tenho certeza, ele aproveitaria qualquer breve e fugaz momento para me dizer frases longas e me dar abraços apertados e beijos e confirmações e tudo o que, na verdade, eu acho que ele está fazendo desde que se foi.
Amei meu pai em espaços breves, de beijar seu rosto, de tocar no seu braço, de tentar ser como ele, de facilitar sua vida, de evitar desgostos, de levá-lo ao médico, de cuidar dele.
Procurei amá-lo nas situações apertadas, em que o abraço era tímido, o corpo duro, a entrega pouca. E nesses espaços breves e apertados, o amor era grande.
Citando: ... O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.O amor por meu pai começou no breve choro dele quando eu nasci. E a partir de então, me alimentei das tênues fantasias de ser a sua preferida, de parecer com ele, de querer parecer com ele, de não querer absolutamente parecer nada com ele. Amava-o muito ao ouvir suas palavras e frases sempre tão econômicas, breves, sucintas.
Quase nunca eu queria concordar com ele, mas muitas vezes tive que me render.
O amor por meu pai persistiu apesar de nossos desentendimentos, sempre muito inferiores à nossa cumplicidade. Persistiu nos breves anos em que convivemos de perto, nos breves dias em que nos víamos diariamente, naquelas breves manhãs em que eu descia e lhe beijava o rosto, porque sabia que aos oitenta anos a vida fica por um fio.
Quando eu saía com o carro de ré, da garagem, ficava olhando pra ele, aquela figura vistosa apesar de velhinho, robusto e tão lindo, dava uma buzinadinha e ele acenava em resposta.
Foi meu companheiro, no breve espaço de dois anos de convivência. Completamente fiel ao seu destino de ter reinado por décadas em meu coração. E tenho tanta certeza de que ele vive em alguma estrela, em alguma pousada de anjos, em algum lugar bem confortável e satisfatório, que, tenho certeza, ele aproveitaria qualquer breve e fugaz momento para me dizer frases longas e me dar abraços apertados e beijos e confirmações e tudo o que, na verdade, eu acho que ele está fazendo desde que se foi.
domingo, junho 14, 2009
A Roda da Fortuna
Se tem uma coisa que a roda da fortuna faz muito bem é girar.
Se tem uma coisa que o tempo faz muito bem é passar.
Se tem uma coisa que as feridas fazem muito bem é sarar.
Se tem uma coisa que a noite faz muito bem é amanhecer.
Se tem uma coisa que o rio faz muito bem é correr para o mar.
Se tem uma coisa que as pessoas fazem muito bem é repetir seus erros.
Se tem uma coisa que eu pretendo fazer muito bem é aprender com meus erros.
Se tem uma coisa que a experiência ensina muito bem é "maldito o homem que confia no homem".
Maldito é quem confia!
Que assertiva implacável!
Se tem uma coisa que o tempo faz muito bem é passar.
Se tem uma coisa que as feridas fazem muito bem é sarar.
Se tem uma coisa que a noite faz muito bem é amanhecer.
Se tem uma coisa que o rio faz muito bem é correr para o mar.
Se tem uma coisa que as pessoas fazem muito bem é repetir seus erros.
Se tem uma coisa que eu pretendo fazer muito bem é aprender com meus erros.
Se tem uma coisa que a experiência ensina muito bem é "maldito o homem que confia no homem".
Maldito é quem confia!
Que assertiva implacável!
sábado, junho 13, 2009
Poetas, Seresteiros, Namorados, Correi
Pros violeiros incuráveis, as cifras de uma bela canção.
(Gilberto Gil)
Tom: D7+
D7+ Em7 F#m7 D5+/7
Poetas, seresteiros, namorados, correi
Gm7 C7 F7+ A#7+
É chegada a hora de escrever e cantar
Em7 A5+/7 Dm7
Talvez as derradeiras noites de luar
D#m7
Momento histórico, simples resultado do desenvolvimento da ciência viva
F7+ G Dm7
Afirmação do homem normal, gradativa sobre o universo natural
Cm7 F7/9-
Sei lá que mais
A#7+ Am7 D7 Gm7
Ah, sim! Os místicos também profetizando em tudo o fim do mundo
C7
E em tudo o início dos tempos do além
Cm7 F7/9
Em cada consciência, em todos os confins
A#7+ Fm7 A#m Fm7
Da nova guerra ouvem-se os clarins
A#m Fm7 A#m C7 F7/9
Guerra diferente das tradicionais, guerra de astronautas nos espaços siderais
G# C# A# D#
E tudo isso em meio às discussões, muitos palpites, mil opiniões
F7 G7
Um fato só já existe que ninguém pode negar, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, já!
C7+ Gm7 C7+ Gm7 C7+
E lá se foi o homem conquistar os mundos lá se foi
Gm7 C7+ Gm7 C7 F
Lá se foi buscando a esperança que aqui já se foi
Fm7 Em7 D#7+ Dm7
Nos jornais, manchetes, sensação, reportagens, fotos, conclusão:
G7/9- C7+ Am7 Dm7 G7/9- C7
A lua foi alcançada afinal, muito bem, confesso que estou contente também
F#º Em7 D#7+
A mim me resta disso tudo uma tristeza só
Dm7 G7/9- Em7 A7 Dm7
Talvez não tenha mais luar pra clarear minha canção
G7/9 Em7 A7
O que será do verso sem luar?
Am7 D7 G7/9 Gm7 C6/7
O que será do mar, da flor, do violão?
F#º Fm7 Em7 D#7+
Tenho pensado tanto, mas nem sei
D7+ Em7 F#m7 D5+/7
Poetas, seresteiros, namorados, correi
Gm7 C7 F7+ A#7+
É chegada a hora de escrever e cantar
Em7 A7 G Dm7
Talvez as derradeiras noites de luar
Poetas, seresteiros, namorados, correi
Gm7 C7 F7+ A#7+
É chegada a hora de escrever e cantar
Em7 A5+/7 Dm7
Talvez as derradeiras noites de luar
D#m7
Momento histórico, simples resultado do desenvolvimento da ciência viva
F7+ G Dm7
Afirmação do homem normal, gradativa sobre o universo natural
Cm7 F7/9-
Sei lá que mais
A#7+ Am7 D7 Gm7
Ah, sim! Os místicos também profetizando em tudo o fim do mundo
C7
E em tudo o início dos tempos do além
Cm7 F7/9
Em cada consciência, em todos os confins
A#7+ Fm7 A#m Fm7
Da nova guerra ouvem-se os clarins
A#m Fm7 A#m C7 F7/9
Guerra diferente das tradicionais, guerra de astronautas nos espaços siderais
G# C# A# D#
E tudo isso em meio às discussões, muitos palpites, mil opiniões
F7 G7
Um fato só já existe que ninguém pode negar, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, já!
C7+ Gm7 C7+ Gm7 C7+
E lá se foi o homem conquistar os mundos lá se foi
Gm7 C7+ Gm7 C7 F
Lá se foi buscando a esperança que aqui já se foi
Fm7 Em7 D#7+ Dm7
Nos jornais, manchetes, sensação, reportagens, fotos, conclusão:
G7/9- C7+ Am7 Dm7 G7/9- C7
A lua foi alcançada afinal, muito bem, confesso que estou contente também
F#º Em7 D#7+
A mim me resta disso tudo uma tristeza só
Dm7 G7/9- Em7 A7 Dm7
Talvez não tenha mais luar pra clarear minha canção
G7/9 Em7 A7
O que será do verso sem luar?
Am7 D7 G7/9 Gm7 C6/7
O que será do mar, da flor, do violão?
F#º Fm7 Em7 D#7+
Tenho pensado tanto, mas nem sei
D7+ Em7 F#m7 D5+/7
Poetas, seresteiros, namorados, correi
Gm7 C7 F7+ A#7+
É chegada a hora de escrever e cantar
Em7 A7 G Dm7
Talvez as derradeiras noites de luar
segunda-feira, junho 08, 2009
Saúde Mental
Texto atribuído a Rubem Alves
Fui convidado para fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei. Mas foi só parar para pensar e me arrepender. Percebi que nada sabia. Eu me explico.
Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto devista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei. Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. Van Gogh matou-se. Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica. Maiakoviski suicidou-se.
Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos. Mas será que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado; nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, bastar fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme) ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a coragem de pensar o que nunca pensou.
Pensar é uma coisa muito perigosa... Não, saúde mental elas não tinham. Eram lúcidas demais para isso. Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idosos de gravata. Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental. Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego numa empresa. Por outro lado, nunca ouvi falar de político que tivesse estresse ou depressão. Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.
Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso apresso-me aos devidos esclarecimentos. Nós somos muito parecidos com computadores. O funcionamento dos computadores, como todo mundo sabe, requer a interação de duas partes. Uma delas chama-se hardware, literalmente "equipamento duro", e a outra denomina-se software,"equipamento macio". O hardware é constituído por todas as coisas sólidas com que o aparelho é feito.
O software é constituído por entidades "espirituais" - símbolos que formam os programas e são gravados nos disquetes.
Nós também temos um hardware e um software. Os hardware são os nervos do cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso. O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória. Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo "espirituais", sendo que o programa mais importante é a linguagem.
Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos no software. Nós também. Quando o nosso hardware fica louco há que se chamar psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e bisturis consertar o que se estragou. Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam. Não se conserta um programa com chave de fenda. Porque o software é feito de símbolos, somente símbolos podem entrar dentro dele.
Assim, para se lidar com o software há que se fazer do uso dos símbolos. Porisso, quem trata das perturbações do software humano nunca se vale de recursos físicos para tal. Suas ferramentas são palavras, e eles podem ser poetas, humoristas, palhaços, escritores, gurus, amigos e até mesmo psicanalistas.
Acontece, entretanto, que esse computador que é o corpo humano tem uma peculiaridade que o diferencia dos outros: o seu hardware, o corpo, é sensível às coisas que o seu software produz. Pois não é isso que acontece conosco? Ouvimos uma música e choramos. Lemos os poemas eróticos de Drummond e o corpo fica excitado. Imagine um aparelho de som. Imagine que o toca-discos e os acessórios, o hardware, tenham a capacidade de ouvir amúsica que ele toca e se comover. Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta e se arrebenta de emoção! Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no princípio: a música que saía de seu software era tão bonita que seu hardware não suportou.
Dados esses pressupostos teóricos, estamos agora em condições de oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca, saúde mental até o fim dos seus dias. Opte por um software modesto. Evite as coisas belas e comoventes. A beleza é perigosa para o hardware. Cuidado com a música. Brahms e Mahler são especialmente contra-indicados. Já o funk pode ser tomado à vontade.
Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar. Há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. Se há livros do doutor Lair Ribeiro, por que se arriscar a ler Saramago? Os jornais têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais. E, aos domingos, não se esqueça do Silvio Santos e do Gugu Liberato. Seguindo essa receita você terá uma vida tranqüila, embora banal. Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é. E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram.
Fui convidado para fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei. Mas foi só parar para pensar e me arrepender. Percebi que nada sabia. Eu me explico.
Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto devista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei. Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. Van Gogh matou-se. Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica. Maiakoviski suicidou-se.
Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos. Mas será que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado; nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, bastar fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme) ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a coragem de pensar o que nunca pensou.
Pensar é uma coisa muito perigosa... Não, saúde mental elas não tinham. Eram lúcidas demais para isso. Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idosos de gravata. Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental. Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego numa empresa. Por outro lado, nunca ouvi falar de político que tivesse estresse ou depressão. Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.
Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso apresso-me aos devidos esclarecimentos. Nós somos muito parecidos com computadores. O funcionamento dos computadores, como todo mundo sabe, requer a interação de duas partes. Uma delas chama-se hardware, literalmente "equipamento duro", e a outra denomina-se software,"equipamento macio". O hardware é constituído por todas as coisas sólidas com que o aparelho é feito.
O software é constituído por entidades "espirituais" - símbolos que formam os programas e são gravados nos disquetes.
Nós também temos um hardware e um software. Os hardware são os nervos do cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso. O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória. Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo "espirituais", sendo que o programa mais importante é a linguagem.
Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos no software. Nós também. Quando o nosso hardware fica louco há que se chamar psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e bisturis consertar o que se estragou. Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam. Não se conserta um programa com chave de fenda. Porque o software é feito de símbolos, somente símbolos podem entrar dentro dele.
Assim, para se lidar com o software há que se fazer do uso dos símbolos. Porisso, quem trata das perturbações do software humano nunca se vale de recursos físicos para tal. Suas ferramentas são palavras, e eles podem ser poetas, humoristas, palhaços, escritores, gurus, amigos e até mesmo psicanalistas.
Acontece, entretanto, que esse computador que é o corpo humano tem uma peculiaridade que o diferencia dos outros: o seu hardware, o corpo, é sensível às coisas que o seu software produz. Pois não é isso que acontece conosco? Ouvimos uma música e choramos. Lemos os poemas eróticos de Drummond e o corpo fica excitado. Imagine um aparelho de som. Imagine que o toca-discos e os acessórios, o hardware, tenham a capacidade de ouvir amúsica que ele toca e se comover. Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta e se arrebenta de emoção! Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no princípio: a música que saía de seu software era tão bonita que seu hardware não suportou.
Dados esses pressupostos teóricos, estamos agora em condições de oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca, saúde mental até o fim dos seus dias. Opte por um software modesto. Evite as coisas belas e comoventes. A beleza é perigosa para o hardware. Cuidado com a música. Brahms e Mahler são especialmente contra-indicados. Já o funk pode ser tomado à vontade.
Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar. Há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. Se há livros do doutor Lair Ribeiro, por que se arriscar a ler Saramago? Os jornais têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais. E, aos domingos, não se esqueça do Silvio Santos e do Gugu Liberato. Seguindo essa receita você terá uma vida tranqüila, embora banal. Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é. E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram.
domingo, junho 07, 2009
Uma Noite Perfeita

Uma noite perfeita inclui a companhia certa, uma conversa tranquila e o coração aquecido. Não dispensa, na serra, uma xícara de chocolate quente e cremoso. O cacaueiro tem o nome científico de "theobroma", que significa ´alimento dos deuses´. A história do chocolate é belíssima, mas por ora vou ficar com seus sabores, seu fascínio e sua magia numa noite perfeita.
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